quarta-feira, maio 1

Escritatividade Lura - Dia 5/10

Boa tarde! Como está sendo o feriado de vocês?


Achei que ia escrever hoje o dia todo, mas com a situação da região pelas tempestades, só consegui me agoniar com parentes e amigos que moram numa região bastante afetada em outra cidade.

Pensei então em ver qual seria o desafio de hoje e focar nisso, tentar espairecer a cabeça. O tema foi: gerenciamento de tempo.

Desafio: "Escreva um texto contando como é o seu processo de escrita. Você consegue se organizar e escrever no mesmo horário ou escreve quando tem a chance, entre uma obrigação e outra. Como você acha que blocos de tempo funcionaria para você? Você divide seu tempo entre pesquisa🔎 e 📝escrita ou faz tudo junto?" 

Eu sempre tento, ao máximo, separar um tempinho para escrever em casa. Primeiro havia tentado pela manhã, mas com o falecimento do Reita acabei passando tempo demais dormindo quando tinha chance. Mudei então para de noite e tem sido melhor. 

Também escrevo bastante no trabalho. Como secretária de clínica, muitas vezes tenho espaços de uma ou duas horas sem nenhum agendamento. Às vezes até mais tempo. Aproveito para dedicar esses momentos de respiro para escrever ou estudar algo relacionado à escrita. 

Esses horários são pura sorte, não conseguiria programá-los para me dedicar igualmente todos os dias. Então alguns dias pesquiso coisas para a história, como pesquisei sobre criação de cabras essa semana. Ou sobre trens na semana anterior. Às vezes a dúvida simplesmente aparece em meio a escrita e preciso parar para checar dados ou informações. Eu sigo o fluxo e tento aproveitá-lo da melhor maneira possível.


E você, como organiza seu tempo de escrita? 

Boas leituras a todos!



terça-feira, abril 30

Escritatividade Lura - Dia 4/10

Olá leitor!

Esse post está saindo um pouco atrasado, mas o desafio foi cumprido no tempo certo! (Eu prometi afinal, oras!) Como foi um desafio mais... Íntimo, vamos dizer assim, um desafio escrito a mão, acabei não postando. Nos últimos dois dias estive um pouco ruim do estômago e isso atrapalha demais na concentração e trabalho. 

Ainda assim, forcei um mini diálogo entre a Anelissa e o Jake, porque amo eles e era o que estava na minha cabeça no momento. São personagens que serão recorrentes nesses desafios, assim como a Olga. 

Sem mais delongas, o resultado!

Desafio: "Reserve dez minutos e escreva uma página à mão. Deixe o fluxo de pensamentos guiar sua escrita. Perceba como o processo é diferente de escrever usando o computador. Preste atenção na sua mente querendo acelerar. Como isso te faz se sentir? Não se preocupe com a letra. Apenas escreva. Tire uma foto e poste."



É um pouco estranha a sensação. Eu adoro escrever em cadernos, mas quando se trata de narrativa me sinto esgotada. Talvez tenha sido pior por eu não estar 100% da saúde, quem sabe? Mas está feito! 

Boas leituras a todos!

Resenha - Cafés & Lendas

 


Cafés & Lendas é um livro de Travis Baldree que promete ser uma fantasia aconchegante. Longe de ter batalhas épicas ou grandes reviravoltas, a história mostra a orc Viv, uma aventureira veterana, que decide mudar de vida e deixar a violência para trás. Nas palavras do autor, ele gostaria de uma história que parecesse mais "uma canja de galinha do que comida de bar" que ele disse ser como são as fantasias que conhecemos, cheias de lutas grandiosas e momentos de tensão. 

A leitura de Cafés & Lendas é simples. De fato confortável e convidativa. A protagonista é carismática e mostra bem como cada ser é único e multifacetado. Acompanhá-la é prazeroso ao ponto que durante a leitura me peguei torcendo por ela e comemorando cada passo na nova jornada. Ela nos ganha por um desejo simples, mas que requer muita força de vontade, ao recomeçar a vida em uma cidade nova que sequer conhece o que ela pretende vender. É quase imediato se identificar com ela por uma razão ou outra.

As personagens que nos são apresentadas pelo caminho também são ponto chave da narrativa. Todas tem uma personalidade única e cativante, que nos dão ainda mais vontade de acompanhar a empreitada e rever nossas opiniões acerca de determinados estereótipos. Com leveza nos apresenta o sonho se tornando realidade um tijolo por vez, como se fossemos sócios do estabelecimento, e nos arranca risos sinceros com os diálogos divertidos e bem construídos. Devo destacar aqui, inclusive, o personagem Tico: um ratinho muito fofo que ganhou um lugar especial no meu coração.

O cenário por sua vez nos enche de uma vontade inevitável de sentar em uma cafeteria num dia de chuva para aproveitarmos o sabor de um latte enquanto lemos um livro. As descrições são muito bem feitas, sem "pesarem a mão" na nossa imaginação. É quase como se desse para sentir o aroma do café se misturando com cheirinho de pão recém saído do forno a cada página.  
Quase não tenho pontos contra a obra de tão prazerosa que foi a leitura. Terminei em menos de uma semana, tão investida que fiquei querendo saber o que viria a seguir e qual seria a novidade do cardápio. 

A única ressalva que posso fazer é sobre o nome, afinal no meio da história se tornou um ponto importante e que atrapalhou um pouco minha imersão, mas nada grave. "Lendas & Lattes" ao meu ver seria a escolha mais acertada, mas, como pontuou minha colega de tradução, talvez a escolha tenha sido da editora e não a tradutora em si. No mais, o trabalho é impecável e o livro transborda carinho. 

Por fim digo com tranquilidade que se tornou um queridinho na minha estante. Do início ao fim nos carrega por essa cidade mágica de alta fantasia, apresentando com suavidade o dia-a-dia desse lugar. Recomendo para quem deseja aquecer o coração e ler algo que traga a sensação de aconchego e familiaridade que só o cheirinho de café nos proporciona. 

Você já leu esse livro? Me conta o que achou!
Boa leitura a todos! 


segunda-feira, abril 29

Escritatividade Lura - Dia 3/10

 Boa tarde!


Como vocês estão? Espero que bem!

O desafio 3 se mostrou, ao mesmo tempo, muito mais simples e muito mais complicado! Tanto que postei no Threads, mas acabei não registrando aqui! 

O desafio do dia fala sobre manter uma rotina, sem desculpas e nem choro, para alimentar a criatividade e o processo de escrita.


Desafio: publique no Instagram que você se compromete a escrever todos os dias por um mês. Um modelo, para não ter desculpas:


"Eu, Yuri, declaro que escreverei todos os dias por um mês inteiro, faça sol, faça chuva. Não pensarei nas melhores desculpas do mundo e sei que isso é para o meu benefício. Podem me cobrar daqui trinta dias 😍!"


Como prometido, já escrevi 1.086 palavras e finalizei o primeiro capítulo do livro! 

Vamos adiante!


Boas leituras a todos!


domingo, abril 28

Escritatividade Lura - Dia 2/10

 Bom dia, meus queridos!

Hoje o desafio veio mais cedo, pois durante a tarde estarei jogando rpg com alguns amigos. 

Na tarefa de hoje a ideia era deixar a mente voar com ideias e então escrever sem parar pra revisar ou pensar muito sobre a estrutura. Como estou trabalhando num conto de fantasia aconchegante que "abrirá" uma coletânea de contos semelhantes que se passam no mesmo universo das Crônicas do Enforcamento, decidi aproveitar para criar a introdução de uma das filhas da protagonista. 

Então o desafio de hoje é: "Conte-nos como foi a experiência de escrever livremente e quais ideias saíram desse processo. Escreva 250 palavras, usando as ideias que surgiram, mesmo que o texto fique “mágico” demais."

As ideias que surgiram na minha cabeça foram parte de um desejo que eu já tinha há um tempo. A Aurora é uma garotinha (próxima dos 6 anos) que é deficiente auditiva. Muito parecida com a Anelissa, tem orelhas que denunciam seu sangue élfico e cabelos vermelhos ondulados, mas os olhos são azuis como os do pai. É uma criança tímida e que sempre está agarrada na dona girafa. Eu queria muito fazer uma interação das duas e fiquei pensando sobre isso e sobre como entregar uma personagem que cumpra com a visão que tenho dela. Não é muito, mas foi um prazer escrever esse pedacinho. Caso tenha interesse, segue o que saiu disso:

"No andar de baixo Aurora brincava na sala com uma pelúcia estranha que deveria ser uma girafa, mas que sequer tinha o longo pescoço do animal. Servia uma pequena xícara de chá para ela, alheia ao que acontecia em volta. Com cuidado se aproximou da criança de cabelos tão vermelhos quanto os próprios e bateu suavemente na beirada da mesa de centro para chamar sua atenção.  

— Bom dia, Rora — falou quando os arredondados olhos azuis viraram em sua direção, também sinalizando a frase para ela. — Você está melhor?  

Ao finalizar a sinalização levou a mão à testa da menina, checando sua temperatura. As mãozinhas largaram a xícara para ter a liberdade de responder. “Estou bem, o papai me deu chá”. O rostinho amassado e as bochechas rosadas entregavam que havia acordado há pouco. Anelissa sorriu. 

— Tudo bem ir para a escola hoje então? — Mais uma vez gesticulou com as mãos formando as palavras, logo rindo do biquinho que recebeu em resposta.  

Aurora assentiu com a cabeça e então abraçou a pelúcia que estava sentada ao seu lado contra o corpo antes de puxar a manga da camisa da mãe para ter sua atenção de novo. “A dona girafa pode ir junto?” sinalizou mais uma vez.  

— Claro que sim, meu bem — respondeu calmamente, afagando os cabelos ondulados que ainda estavam bagunçados do sono. — Termina o chazinho e vai se arrumar, certo? 

Mais uma vez Aurora confirmou com a cabeça, voltando a tomar o chá que enchia o ambiente com um cheiro doce de capim-limão. "


Boas leituras a todos vocês! 

sábado, abril 27

Escritatividade Lura - Dia 1/10

 Boa tarde! 


Encontrei um desafio de escrita no perfil da Lura Editorial e achei interessante, um bom incentivo para escrever e compartilhar alguns pedaços do que rola dentro do meu processo de criação.

São 10 desafios, os quais recebo em meu e-mail 1 por dia. 

O primeiro é: "Escreva 250 palavras sobre algo que desperte emoção em você. Pode ser alegria, raiva, ou excitação. Quanto mais emocional você for, melhor."

Vamos lá então! A emoção forte em questão se tornou uma passagem dos diários da Anelissa, uma das protagonistas das Crônicas do Enforcamento, que ainda está em fase de escrita. Foi baseado no que eu senti quando um acontecimento importante ocorreu na mesa de RPG envolvendo ela.

"Faz dias que não tenho coragem de escrever ou pensar ou... qualquer coisa. Sinto como se tivesse morrido em vida, mas isso seria fácil demais. Eu falhei com todos a minha volta. Ver a Agatha morrer doeu, mas o que veio depois... Não tem um dia que não pense sobre isso, não tem uma noite que não implore para não dormir porque é o único pesadelo que me assombra. 

Quando a guerra começou a primeira coisa que pensei foi 'o Houston e a Webber estão em algum lugar' e me atormentou a ideia de que precisassem de ajuda e eu estivesse longe sem saber nada deles. Só naquele momento percebi que eles eram, de fato, mais importantes para mim do que eu pensava... E doeu dar as costas para a catedral, doeu não estar ao lado do comandante Darwin, doeu lutar contra meus irmãos sem saber se aqueles dois me veriam como uma traidora também. 

Mas a morte é um fim que nos acostumamos a abraçar. Guerreiros raramente morrem tranquilamente... Eu poderia superar a morte deles, não? Poderia lidar com isso eu acho. Se eu soubesse o que aconteceria teria gritado e mandado eles embora, teria feito eles me odiarem! Mas eu os amei e desejei que estivessem ao alcance para que pudesse lutar por eles também. E falhei. 

A pessoa que eu mais amei se tornou...! Ver ele ser usado por aquele verme assim como Virgo tem sido usado pela igreja é enlouquecedor! Eu... me sinto doente de ódio!" - Fragmento do diário de Anelissa Thorian, 26 de dekavr de 653, ano de Virgo.

sexta-feira, abril 26

Diário de Escrita 5

 Boa tarde! 


Os últimos dias foram bastante caóticos. Perdi a noção do tempo emaranhada ao trabalho, cansaço e luto. Mas pouco a pouco tudo começou a voltar pro lugar. 

Estive pensando em como levar o diário de escrita adiante e decidi postá-lo toda sexta-feira ao final do dia. Assim talvez eu consiga me dar um pouco mais de sensação de rotina no que diz respeito a escrita. 

E como incentivo, felizmente encontrei o grupo Papo de Autor da Karen Soarele no facebook algumas semanas atrás. Fazia anos que eu não pensava em usar a rede de novo, mas com toda segunda tendo uma oficina de escrita online me vi tentada a voltar. Venci o medo de interagir com pessoas novas, abri a câmera e dei a cara a tapa para escrever por algumas horas. 

Esses encontros semanais tem me permitido não parar de escrever, mesmo em dias onde tudo parece meio nublado. E espero com isso terminar o primeiro capítulo ainda esse mês. 

Escrever as Crônicas do Enforcamento é um desafio e um prazer, como quase todo ato de amor. Criar o mundo por detrás da história, repensar personagens e construir uma narrativa que cative os outros tanto quanto me cativou. A parte mais desafiadora foi criar o Continente Primordial e o panteão, mas eu me diverti muito fazendo! Dessas ideias nasceu um conto e desse conto, entre uma brincadeira boba com a Joana (a coautora do livro), outros contos foram imaginados. 

Em um lugar tão desesperador como Mu, é difícil imaginar alguma esperança ou beleza. Mas é isso que eu quero mostrar com o desdobrar da história: que apesar das dificuldades, a vida ainda vale a pena ser vivida e é isso que move os herois desse mundo. Que esse local tão sofrido merece ser salvo, merece ser visto. E que nada é 8 ou 80. Muito diferente do que foi mostrado no rpg que joguei e que inspirou essa história.

Mal posso esperar pra dar vida à essas ideias. 


Yuri Moretto

26/04/2024